Tratamento experimental com gengibre amargo cicatriza ferimento em diabéticos

Tratamento experimental com gengibre amargo cicatriza ferimento em diabéticos

Tratamento experimental gengibre amargo cicatriza ferimento em diabéticos

Buscar solução para aliviar a dor, a coceira e tratar ferimentos expostos há dois, cinco, oito anos ou mais faz parte da rotina das pessoas portadoras de diabetes em determinadas fases. Contudo, essa angústia já não faz mais parte da vida de 25 diabéticos em Manaus, que há três meses participam de um tratamento experimental com o gel do óleo essencial do gengibre amargo.Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), só a capital do Amazonas registrou em 2012, 105 mil casos da doença.

A aplicação do gel em portadores da doença, como tratamento experimental, é uma das etapas da pesquisa de mestrado do enfermeiro Maurício Ladeia, intitulada ‘Avaliação do potencial terapêutico do gengibre amargo da espécie Zingiber zerumbet no processo inflamatório em portadores de úlceras em pé diabético’, cujos resultados serão apresentados no próximo dia 27. “Para mim os resultados são excelentes já que conseguimos, muito rapidamente, cicatrizar feridas que estavam sem solução há muito tempo nos pés desses pacientes”.

Como mais uma alternativa no tratamento de ferimentos em diabéticos que, se não tratados de forma adequada podem levar a amputações dos membros afetados, o tratamento com o gel do óleo essencial do gengibre amargo poderá mudar as estatísticas apontadas pelo Ministério da Saúde, de que cerca de 70% das cirurgias de mutilação ou amputação realizadas no Brasil são provocadas pela diabetes.

Maurício Ladeia (à esquerda) e o pesquisador Carlos Cleomir mostram a planta do gengibre amargo
Maurício Ladeia (à esquerda) e o pesquisador Carlos Cleomir mostram a planta do gengibre amargo

Para realizar os  estudos, Maurício Ladeia conta com o apoio do Governo do Amazonas, por meio de bolsa de pesquisa concedida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

CICATRIZAÇÃO

Por muito pouco Ana Regina Góes Veloso, 57 anos, não entrou para essa estatística. Diabética há 35 anos, Góes disse que antes de iniciar o tratamento tinha recebido um diagnóstico de amputação do pé. Atualmente, com o ferimento cicatrizado, ela sente-se confiante em ter encontrado o tratamento certo. “O médico queria amputar meu pé e eu estava muito triste com isso. Por sorte soube desse tratamento experimental, que está curando essa ferida muito rápido”, desabafou.

Maurício Ladeia explica que a cada dois dias, antes da aplicação do gel do gengibre amargo na lesão dos pacientes, ele e mais uma enfermeira fazem os curativos nos locais afetados para limpar e remover o tecido necrosado. Além disso, a cada duas semanas os pacientes realizam exames laboratoriais de sangue, onde os resultados são acompanhados por um médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) José Amazonas Palhano, zona leste de Manaus, onde o tratamento experimental está sendo realizado. O mestrando salienta que durante a pesquisa, fotos das lesões foram registradas a cada sete dias e avaliadas por meio de um programa de imagem.

O empresário Pedro Almeida, 54 anos, revelou que há dois anos não encontrava solução para ferimentos nos dedos do pé direito. Convivendo com diabetes há mais de 15 anos, declarou estar satisfeito com o tratamento e demonstra preocupação com o término da fase experimental na UBS. “Em 30 dias de aplicação do gel, o ferimento já está cicatrizando. Acabaram as dores e a coceira. Estou muito feliz com esse resultado, mas estou preocupado de como ficaremos depois que eles terminarem a pesquisa”, declarou.

Para o orientador do mestrando e coordenador do grupo de pesquisa ‘Unidade  Demonstrativa do Cultivo e Biospropecção de Espécie Amazônica para a Cadeia  Produtiva de Biofármacos, Biocosméticos e Alimentos’, da Coordenação de Pesquisas  em Produtos Naturais (CPPN) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia  (Inpa/MCTI), Dr. Carlos Cleomir de Souza, na região amazônica há uma  potencialidade muito grande para esse tipo de gengibre, considerado apenas como  uma planta ornamental no ramo da floricultura. Ele explica que essa espécie é  encontrada em feiras e é confundida com a raiz de mangarataia. A diferença é que um  é amargo e o outro é picante. “Só quando a pessoa prova e sente o gosto amargo é que  identifica a diferença”. Cleomir enfatiza que os efeitos terapêuticos dessa espécie  ainda são desconhecidos pelas pessoas da região. “Nos países asiáticos ele é utilizado  em conjunto com outras espécies no trato de doenças gastrointestinais. Também é  usado como anti-plasmódicos, anti-inflamatório, analgésico e na prevenção de vários  tipos de doença, inclusive o câncer”, ressalta.

O estudo da espécie iniciou no mestrado e continuou no doutorado do Dr. Cleomir, que se dedica às pesquisas sobre as potencialidades econômicas e medicinais  do gengibre amargo há mais de 15 anos. Em 2014, após os resultados positivos de um  teste empírico em um único paciente, o grupo de pesquisa do Inpa decidiu estender os  testes e Maurício Ladeia iniciou o mestrado em Biologia Urbana, na Universidade  Nilton Lins, com este projeto.

Já em 2015, o Inpa transferiu para a empresa Biozer da Amazônia o processo de obtenção da Zerumbona isolada dos óleos essenciais das raízes de zingiber I. Smith; e a composição farmacêutica do extrato de zingiber zerumbet (estas duas últimas produzidas à base de gengibre amargo), possibilitando o desenvolvimento de produtos a partir da industrialização do gengibre amargo.

O projeto tem aprovação do Comitê de Ética do Inpa para experimentos em seres humanos e conta com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), da empresa Biozer da Amazônia e da Prefeitura Municipal de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Sofrendo há cinco anos com uma ferida, Renato Souza da Costa Filho, 54 anos, informou que já tinha feito vários tratamentos e que nunca melhorava. Portador de diabetes há mais de 27 anos, ele desabafa que estava com medo de perder a perna: “De todos, esse é o melhor tratamento, porque o meu pé nunca cicatrizava e agora já está cicatrizado. É um avanço, já estava com medo de perder até a minha perna. Esse tratamento é sério e a prova está aqui”.

BENEFÍCIOS DO PRODUTO

Segundo Cleomir, já se tem uma grande base científica das propriedades dos extratos do gengibre amargo. As análises clínicas confirmam que o extrato tem potencial cicatrizante, anti-inflamatório, hipoglicêmico, analgésico, além de ser vasodilatador e possuir várias propriedades que podem ser usadas farmacologicamente em nível terapêutico. “O importante é que ele não é tóxico como ocorre com vários outros produtos”.

Para Maurício Ladeia, dentre os benefícios do tratamento alternativo estão: menor tempo de tratamento e hospitalização e redução do número de amputações.

O produto gel do gengibre amargo, financiado pela empresa Biozer da Amazônia, já teve o pedido de patente solicitado. A última etapa para que o produto esteja disponível no mercado é a certificação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Após a defesa da dissertação de mestrado de Maurício Ladeia, o projeto será apresentado ao poder público, sugerindo que o tratamento seja incorporado à rede pública de saúde.

Defesa Civil do Estado emite alerta de cheia para municípios do Alto Solimões

Defesa Civil do Estado alerta sobre cheia para municípios do Alto Solimões

A Defesa do Civil do Estado emitiu alerta de cheia para todos os nove municípios do Alto Solimões, nesta quinta-feira, 19 de fevereiro. A informação foi repassada pelo secretário adjunto do órgão, Hermógenes Rabelo, durante reunião da 2ª Câmara Técnica sobre a Enchente 2015, na sede do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), no Tarumã, zona oeste de Manaus.  Na ocasião, órgãos estaduais e do Governo Federal discutiram medidas de auxílio às vítimas.

De acordo com Hermógenes Rabelo, a previsão é que a cheia alcance a região do Alto Solimões em um mês, atingindo 30 mil famílias. ”Os  municípios dessa calha do Alto Solimões já estão em atenção máxima”, disse, ao destacar que a Defesa Civil monitora a situação na região.

Segundo dados da Defesa Civil do Estado, a cheia atinge nove mil famílias na calha do Juruá, onde o Governo do Amazonas já iniciou a ajuda humanitária, com o envio de 32 toneladas de alimentos e medicamentos. A região do Purus também está sendo monitorada. ”No Purus, caso necessário, vamos mobilizar toda a estrutura necessária do Governo do Estado para atender a população”, afirmou Hermógenes Rabelo.

Clima – Conforme monitoramento do Sipam, as chuvas em países vizinhos têm influenciado na subida do nível dos rios na calha do Solimões e Amazonas. ’’A cheia preocupa. Os grandes excedentes de chuva têm ocorrido fora do Brasil, em países como o Peru, na costa oriental dos Andes e em território boliviano. Esses excedentes em estação chuvosa significam volumes grandes de chuva e isso deve persistir nas próximas semanas. As áreas que estão afetadas tendem a sofrer por um tempo nessa condição”, afirmou o meteorologista do Sipam, Ricardo De La Rosa.

A Secretaria de Produção Rural (Sepror) também planeja ações para auxiliar os agricultores afetados pela cheia. De acordo com o titular da pasta, Valdenor Cardoso, o Governo do Estado já estuda anistia aos produtores que perderem a produção por conta da cheia, a partir da avaliação de cada caso. “Nas áreas de várzea já registramos alguma perda de produção e estamos acompanhando, para prestar a assistência necessária”, disse o secretário.

Assemblee generale de Nestle

Presidente da Nestlé quer privatizar a água?

A notícia bombástica voltou a circular na web e afirma que o presidente do grupo alimentício Nestlé – o austríaco Peter Brabeck-Letmathe – teria afirmado que a água deveria ser privatizada e tratada como um produto alimentício qualquer, regido pela lei da oferta e da procura. Brabeck teria dito também que seria necessário privatizar o fornecimento da água para que tomemos consciência de sua importância e acabássemos com os desperdícios!

Será que o presidente da Nestlé disse isso mesmo? A água deveria ser privatizada?

A notícia não é nova! Apareceu em diversos sites e blogs em janeiro de 2013 e, desde então, volta a circular pela web ano após ano. Em 2015, o assunto veio à tona novamente devido à crise hídrica que assola o país.

O fato é que Peter Brabeck-Letmathe, presidente do grupo Nestlé, fez algumas declarações a respeito do direito à água a todos, em uma entrevista que deu em 2005, mas suas afirmações foram tiradas do contexto e deturpadas de modo a dar a entender que a Nestlé queria toda água do mundo para ela.

O próprio Peter explica em um post seu publicado no blog da Nestlé que:

“A água que você precisa para a sobrevivência é um direito humano, e deve ser disponibilizada a todos, onde quer que estejam, mesmo que eles não possam se dar ao luxo de pagar por isso. No entanto, também acredito que a água tem um valor. As pessoas que usam a água canalizada para a sua casa para irrigar seu gramado, ou lavar o carro, devem arcar com o custo da infra-estrutura necessária para a sua apresentação.”

Em outra publicação, de 2012, o presidente da Nestlé argumenta que a água está sendo esbanjada e que alguma coisa deve ser feita a respeito! Nada de privatização da água em nenhuma das suas postagens.

Nesse outro vídeo, gravado em um fórum em 2012, Peter Brabeck-Letmathe explica melhor o seu ponto de vista com relação ao desperdício de água no planeta!

Para exemplificar melhor o seu lado da história, o CEO da Nestlé gravou mais esse vídeo, onde ele reafirma que a água é, sim, um direito humano:

E aqui, Peter responde a alguma perguntas relacionadas ao assunto. Segundo ele, a água é um direito de todos, no entanto, ele não acredita que seja justo que mais de dois bilhões de pessoas no mundo não terem sequer um banheiro simples – e mais de um bilhão não terem acesso a qualquer tipo de fonte de água potável – enquanto que em outras partes do mundo as pessoas podem usar quantidades excessivas deste recurso precioso e cada vez mais escasso para fins não essenciais, sem ter de suportar um custo para sua infra-estrutura.

Em um artigo publicado no jornal de língua inglesa Huffington Post, em 2013, Peter Brabeck-Letmathe disse que defende a cobrança pelo uso da água para que as pessoas passassem a usar o precioso liquido com mais cuidado e sem desperdício.

Conforme foi muito bem lembrado por diversos leitores, atualmente as companhias de saneamento básico cobram apenas pelo serviço de fornecimento de água e pelo recolhimento do esgoto. A água mesmo, na teoria, não é cobrada! O que Peter Brabeck-Letmathe defende é a cobrança da água também.

O presidente da Nestlé afirmou que suas declarações a respeito do direito à água foram tiradas descontextualizadas, mas disse que apoia a ideia de uma cobrança maior pelo uso da água para que seja reduzido o desperdício. É claro que, como executivo, a ideia da venda do liquido como um produto é bom para os negócios, mas o boato sobre a privatização da água pela Nestlé é um exagero que volta a circular ano após ano!

Fonte: E-Farsas.

Arsam encerra fiscalização do transporte intermunicipal de passageiros sem registro de acidentes

Arsam encerra fiscalização do transporte intermunicipal de passageiros sem registro de acidentes

Segundo a Arsam cerca de vinte mil pessoas deixaram Manaus no feriado
Segundo a Arsam cerca de vinte mil pessoas deixaram Manaus no feriado

A Agência Reguladora dos Serviços  Públicos  Concedidos do Amazonas (Arsam) finalizou na quarta-feira, dia 18, a operação de fiscalização do transporte rodoviário intermunicipal realizada no Carnaval. Cerca de 20 mil pessoas saíram da cidade nesse período, movimento considerado moderado pelo órgão. De acordo com o Batalhão  de Trânsito da Policia Militar e Arsam não houve acidentes envolvendo veículos a serviço do sistema de transporte rodoviário intermunicipal coletivo de passageiros.

Oito municípios da Região Metropolitana de Manaus contaram com a presença dos fiscais da agência, que trabalharam no sentido de garantir a segurança dos passageiros nos trajetos e rodovias  intermunicipais utilizadas por veículos  rodoviários de transporte regular  e de menor porte, a serviço de fretamento.  Os destinos mais procurados foram Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Itapiranga e Manacapuru.

Durante a operação foram interceptados 346 ônibus rodoviários, 465 micro-ônibus e 1.058 táxis. Foram notificados os condutores que transportavam passageiros acima da capacidade do veículo, o que fez com que a Arsam exigisse mais de 20 veículos rodoviários extras. O inadequado acondicionamento de bagagens também foi notificado pelos fiscais.